Viajando sozinha

Existe uma razão para o blog se chamar “Road For Two”. Foi criado por mim, Bruna e pelo meu namorado Renato. Em português significa “Estrada Para Dois”.

Há dois meses atrás resolvi que iria fazer algo diferente: decidi me voluntariar para trabalhar em um hostel no norte da Islândia, em troca de hospedagem e alimentação. Deu certo e eu vim. E pra ser sincera, vim com medo. Não do que eu ia encontrar aqui, mas de como ia contornar as situações mais difíceis, que antes, nas outras viagens, o Renato resolvia por nós. Já tive perrengues logo no primeiro dia: quase extraviaram minha mala e eu quase perdi o ônibus de Reykjavík para cá, tudo isso em um período de menos de 24 horas, sem contar o passageiro inconveniente que quase me deixou sem espaço na poltrona (homens, por gentileza, amadureçam a ideia de fechar as pernas quando sentam, seja em ônibus, trem e até mesmo avião) no voo vindo do Brasil.

Sempre tiro foto de tudo que vejo, até mesmo de comida, para mostrar pro Renato depois. Qualquer coisa que vejo precisa ser registrada para fazer jus aos meus relatos. É bem diferente viajar sozinha quando você já passou pelo mesmo lugar com a pessoa mais especial da sua vida. A nossa casa lá em São Paulo, que antes eu nem ligava muito, nunca fez tanta falta. É um sentimento meio dividido: por um lado eu estou transbordando alegria de estar no lugar que mais amo no mundo e por outro uma parte do meu coração ficou no Brasil.

Não faz tanto tempo assim que estamos longe um do outro. Pra falar a verdade se passaram apenas duas semanas. Dá saudade? Sim, muita. E mesmo as longas conversas no celular (obrigada Whatsapp por disponibilizar esse recurso) não são suficientes para matá-la.

O que estou aprendendo, apesar das poucas semanas que estou aqui, é que o que dizem é verdade: quando você viaja sozinha(o), descobre que pode lidar com muito mais coisa do que você pensava. Economizar comida, levar pouca coisa (acreditem se quiserem, minha mala deu 20 Kg), se virar no frio, se virar em outra língua, entre outros perrengues, são algumas das coisas que me aconteceram. E ainda há muito mais por vir.

O Renato que prepare os ouvidos para o tanto de histórias que eu vou contar pra ele. Até dezembro, meu amor!

 

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Destaques,Dicas Bruna Sturzbecher 30 set 2015

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