O dia do check-out

Eu falo dos lugares por onde passo como se fossem tão especiais quanto as pessoas porque na verdade eles são mesmo.

Comecei a jornada de volta pra casa e pra sair da Islândia, uma ilha entre o continente europeu e a Groenlândia, costuma ser uma viagem longa. Viagem longa que eu tive o privilégio de fazer e que pra sempre serei imensamente agradecida.

Por três meses vi gente chegando, vi gente saindo, gente fazendo check-in, gente fazendo check-out. Gente que entregava a chave do quarto pra mim, gente que deixava a chave na caixinha que tínhamos na recepção do hostel. Teve gente que levou a chave junto também. E depois de ver tantas pessoas partindo, hoje se fechou um ciclo pra mim, hoje foi a vez de deixar a minha chave.

SAUDADE é uma palavra da língua portuguesa, considerada uma das palavras mais lindas que existem, pois ela expressa não só a falta de alguém (ou, no caso, de um lugar), mas também a dor que a pessoa que sente carrega por não poder mais ver ou sentir de perto aquilo que viveu, ao mesmo tempo que se sente feliz por ter vivido algo tão especial. Bom, pelo menos essa é a minha definição e é por isso que essa é uma das minhas palavras preferidas: cada um tem uma definição pra ela.

Estou com um nó na garganta, mas é de felicidade e agradecimento. Por ter encontrado pessoas tão maravilhosas no meu caminho e que cuidaram de mim como se eu fizesse parte da família. Pessoas que de alguma forma me fizeram acreditar no ser humano novamente.

A saudade fica. E aperta. E o coração vai levinho, cheio de coisa boa.

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Destaques,Islândia Bruna Sturzbecher 10 dez 2015

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