Goðafoss, a cachoeira dos deuses

Faltavam alguns minutos para a meia-noite e ainda estávamos dirigindo. Não existe noite no verão da Islândia, portanto, perdíamos a hora constantemente. Duas noites antes só paramos de dirigir às 4 da manhã porque olhamos no relógio sem querer. Existe alguma coisa naquele lugar que não dá para explicar, possivelmente algum encantamento que faz com que qualquer ser humano perca a noção do espaço ao seu redor, pois, uma vez que olhamos para fora da janela do carro, ficou praticamente impossível prestar atenção em outra coisa.

Quase meia-noite quando chegamos lá, em um dos lugares mais mágicos que vimos por toda nossa viagem ao redor da Islândia. No meio de um pôr-do-sol da meia-noite (embora o sol não tenha se posto), quedas d’água azul turquesa onde além do barulho da cachoeira, nada mais se ouvia. Nunca encontramos tanta paz em um lugar e nunca havíamos sentido algo parecido. Foi como se tudo ao nosso redor estivesse conectado conosco. Não queríamos nem falar, pra não deixar de sentir aquele momento, nem por um minuto sequer.

Reza a lenda que Þorgeir Ljósvetningagoði, líder do povo da Islândia por volta do ano 1000, precisava decidir se o povo continuaria sendo pagão ou se seria convertido ao cristianismo. Ao decidir pelo cristianismo, foi até a cachoeira e jogou todas as imagens e artefatos pagãos por lá. É por causa dessa história que a cachoeira foi nomeada “Goðafoss”, que significa “cachoeira dos deuses”.

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Goðafoss fica ao norte da Islândia, no caminho entre o lago Mývatn e Akureyri, que é segunda maior cidade da Islândia, com apenas 17 mil habitantes.

 

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Destaques,Dicas,Europa,Islândia,Natureza Bruna Sturzbecher 08 jun 2015

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